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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Meu Teorema?

Terminei de ler "O Teorema Katherine". Foi uma semana maravilhosa lendo os devanieos, medos e anseios de Colin Singleton, o qual me identifiquei espantosamente, mesmo sendo ridiculamente diferente. Aprendi coisas sobre mim neste livro, foi encantador ler sobre alguém que pensa da mesma forma que eu, mesmo a mesma não sendo real. Ver que podem existir pessoas que agem da mesma forma que eu e várias outras coisas, foi gratificante.
Meus sentimentos estão extraordinariamente estranhos, a tristeza é mais forte, tanto quando a felicidade, preocupação, medo, ansiedade e tudo mais que alguém possa sentir. Minha irritação está tão insuportável a ponto de me irritar ainda mais. É impressionante! Meus familiares e amigos que o digam.
Adquiri coisas nas quais não imagina ter. Como um fone lindamente marrom da Urbanears, que deixam musicas como as de Tchaikovisky ainda mais belas. Um par de patins quad estilo retrô, que ainda não chegaram. Meu cello que está no luthier sendo consertado e harmonizado, pois ele deu de cair de onde fica apiado e rachar inteiro, sendo impossível de reproduzir Bach novamente. 
Logo terei dezoito anos. E é a primeira vez que desejei não fazer aniversário, não por ficar velho, mas pelo fato de não ter aproveitado meus dezessete anos. E se alguém me perguntar no futuro, o que eu fiz nos meus dezessete anos? Direi que não muita coisa, e que não foi tão agradável assim. Bom, está sendo agora, pelomenos nos últimos meses. Aprendi que o passado é mais que obviamente irreversível, e o futuro é magicamente um mistério. Então não me permitirei entristecer pelo que não há nada a ser feito.
E assim vou seguindo, sem olhar para trás, sem ver o que me foi tirado, e de olho nas coisas que estão por vir. E vendo dessa forma, é sabiamente e irresistivelmente bom.




terça-feira, 6 de novembro de 2012

Minha história musical

Comecei a aprender música com oito anos de idade, fui até uns nove ou dez anos e desisti, era muito difícil, e mal conhecia música clássica - por mais que eu tenha nascido e crescido ouvindo de L'amour est un oiseau rebelle de Habanera a Sons de Carrilhoes de João Pernambuco. Eu consegui desistir de tocar violino, e nunca mais me interessei por música clássica.  
Mas aos treze anos voltei a estudar e meu interesse dessa vez foi pelo violoncelo. Me apaixonei loucamente quando ouvi uma das personagens de Desperate House Housewives tocando Prelude de Bach, foi amor a primeira vista. Logo me matriculei no conservatório da minha cidade e comecei a estudar, mas não violoncelo. A intenção era adiantar o procedimento de aprendizado na teoria musical, porque nas aulas da igreja é mais demorado, e como o cello custa as veias do corpo, comecei com violão. A idéia foi da minha mãe, pois ela ama violão clássico, e eu, na minha ignorância, nem imaginava o quão belo o violão poderia ser. Foram dois anos de estudo intenso, me dediquei muito, e como não tinha nada pra fazer além de estudar, eu obedecia os trinta minutos de estudo por dia, com isso progredi muito, e pulei varias etapas, adiantando o estudo. No terceiro ano, quando já estava bem na teoria e no violão, comecei o violoncelo na igreja e no conservatório, aí virou tudo uma loucura, eu estudava três horas todos os dias os dois instrumentos, e posso dizer que foi os melhores anos da minha vida e com isso adquiri todo o meu conhecimento musical.
Mas, devido os problemas que estamos enfrentando aqui em casa, parei o conservatório e não pude mais estudar como antes, e regredi um pouco comparando a minha capacidade de antes com agora, é depressivo pensar assim, todo meu esforço quase jogado fora.
Uma coisa foi boa, como fiquei bastante doente, e não saia pra lado nenhum, ai comecei a me interessar pelo piano também, já que minha mãe havia comprado um órgão que tem um som de piano maravilhoso, comecei a estudar sozinho, aproveitando os métodos centenários de piano que ela tem. E hoje sei tocar algumas musicas bem legais como  Comptine d'Un Autre Été de Yann Tiersen.
Sabe, as vezes penso que poderia de alguma forma ganhar a vida com isso, eu já estudei tanto, me esforcei tanto, e sei lá, e se eu tiver aptidão pra isso, e se for pra ser? Vou deixar pro futuro decidir.
Bom, o que me inspirou pra fazer esse post foi essa música:



O nome da música é Reminiscences de Don Juan, e o compositor Liszt, e a pianista, Valentina Lisitsa.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Músico talvez

Finalmente chegou o frio que eu esperava. No momento esta apenas 16°, com chuva, e um vento cortante, tipo, não da pra ficar ao ar livre, esta terrível - pra quem não gosta. Ontem veio aqui em casa um amigo violista - viola de arco - pra tocar comigo, e novamente me ocorreu a idéia de ser músico - e isso já tinha acontecido semana passa, quando um outro amigo violoncelista também veio pra tocar-mos - nossa, que confusão, só sei que estava muito bom tocar ontem. Enfim, o que me inspirou pra fazer este post, foi o vídeo abaixo, que eu quase choro todas as vezes que ouço - também na minha opinião foi a melhor modificação feita no prelude. Bom, curtam e até a próxima.