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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Recomeço

Nas sextas vou à feira. Cumprimento as senhoras satisfeitas com a vida com um sorriso generoso, e elas retribuem. Isso me satisfaz grandemente.
Volto pra casa com a sacola "chique" de feira cheia da minha alimentação ainda mais saudável.
Ocupar o lugar de "Dona de Casa" da minha mãe tem sido prazeroso e gratificante, tenho aprendido muita coisa. Estou aperfeiçoando meus dotes culinários, aprendendo a cuidar da casa de verdade e dar valor pelas coisas que minha mãe faz. Não é fácil ter ideia para o almoço e janta todos os dias, mas eu pego o jeito. Meu pai e meu irmão estão sendo vegetarianos por um tempo, afinal sou eu que cozinho certo? 
Acredito que a vida é uma escola maravilhosa, pois tenho aprendido muita coisa sobre ela. Nunca acreditei no acaso, e depois de tudo que está me acontecendo tive mais certeza ainda. Acredito também que as vezes para darmos o verdadeiro valor, precisos perde-lo primeiro. O que se encaixa perfeitamente no meu caso.
Tenho muito que agradecer a Deus, sempre. Tenho pessoas maravilhosas em minha vida, verdadeiros anjos da guarda, que me deram conselhos lindos que vou guarda-los para sempre. Agradeço a minha família, aos meus primos, amigos e tios que me suportaram nas minhas piores dores, que aguentaram minha rabugentice. 
O destino optou por me dar uma vida diferente da dos jovens de dessecete anos. No começo uma tristeza absurda me invadia de forma inexplicável quando pensava na minha vida e na vida "destroçada" da minha irmã. Mas agora eu já não ligo mais. Se é para ser assim vou aceitar de bom grado. Vou respirar fundo e ir em frente, lutar pelo que eu perdi.
Outro ponto positivo para a "lição" que a vida está nos dando. Perdemos muita coisa, paramos no tempo, isso nos permite um recomeço. Não são muitas as pessoas que tem a oportunidade de recomeçar, e pensar desta forma, torna tudo muita mais fácil.
Já estou descansado, estou pronto para lutar, ir em frente. Para viver de verdade!
Agradeço a Deus por tudo. Sempre!


Passo por esses lugares para ir à feira.

domingo, 23 de junho de 2013

Visita ao hospital

Hoje foi dia de visitar minha irmã e mãe. Abracei-as como nunca.
Tomei chá de limão, pão com margarina e toquei piano.
Foi difícil ver minha irmã toda chorosa na hora da despedida, mas engoli o choro.
Espero muito em breve olhar para essas fotos e dizer que enfim conseguimos passar por tudo isso.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Tenho que ter fé

Sempre gostei do frio. Já me imaginei em países onde o frio e as luvas de lã predominam, casas de pedra e madeira, tudo de cores neutras e sóbrias, como o marrom e o verde, com direito a lareiras, fondue de queijo, sopas e vinho, tudo muito aconchegante, em lugares montanhosos e bem chuvoso com muito musgo.
Mas esse desejo considero passado. No momento imagino uma completa paz numa praia paradisíaca com muito sol e um céu deslumbrantemene azul. Uma casa toda branca com detalhes muito coloridos e extremamente simples e clean. Janelas surpreendentemente grandes, varandas e muita luz natural. Frutas frescas, legumes e saladas. Aquela sensação de paz, fazendo piquenique numa grama bem verdinha de baixo de uma árvore de frente para o mar, e uma brisa leve para aliviar o calor.
Realmente, um desejo muito oposto ao outro. Não sei o motivo, deve ser pelo que estou passando. Por mais pessoas que me acolhem com todo carinho, me sinto sem chão, sem um lar, como se tudo o que eu tinha foi embaralhado e jogado na imensidão do espaço.
O pior de tudo, é que se eu tivesse tudo o que desejei, ainda assim não estaria completo. Neste momento não. Eu estaria sozinho. 
Quando penso em minha vida quase totalmente diperdiçada no tempo, entro em desespero. Pensar em tudo que eu perdi e estou perdendo. Pior ainda é pensar em minha irmã. Já ligaram com propóstas de emprego duas vezes. Mas que tristeza.
Tomarei muitos remédios e temo acontecer coisas ruins.
Nego-me visitar minha irmã de medo de não conter as lágrimas.
Já tenho medo da vida.
Já cansei de viver.  
Mas acredito em Deus e que tudo ficará melhor.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Doce vida

Eu estava sentado no banco da sacada congelando, tomando chá de morango muito doce e pensando em minha vida, na vida da minha família.
Acho que estou iniciando um assunto meio chato de se falar, mas o blog é um lugar bom para dizer coisas do tipo. Eu acho.
Então depois de pensar subi para o meu quarto, liguei uma musica absolutamente nostálgica, dos tempos em que minha vida era boa e resolvi escrever, pra ver se me sinto melhor.
Bom, pra ir direto ao ponto já vou dizendo, eu e minha irmã temos uma doença que segundo os médicos não tem cura, mas como acreditamos em Deus. Essa doença é extremamente agressiva, e quem é portador sofre horrivelmente. Graças a Deus o grau da minha é menos agressiva, e o da minha irmã, é a pior que se pode ter.
Minha irmã está na flor da idade, dezesseis anos, e sofre como ninguém deveria sofrer a quase quatro anos, no qual ela parou de viver.
E eu, quando presenciei a pior crise dela, a dois anos e meio atrás, quando ela gritava a cada trinta minutos de dor e passou a pesar quase trinta quilos e não saia mais da cama, a doença se manifestou em mim.
Fiquei quase um ano sem ir ao médico fazer exames com medo de ter a mesma coisa. E então, sofrendo muito, não pude ir mais as aulas de violão e nem a de violoncelo, minhas notas baixaram na escola e perdi oportunidades de emprego.
E na minha pior crise minha irmã quase veio a falecer de anemia. Fazendo com que minha mãe ficasse na Unicamp quase um mês, e foi aí que eu piorei mais ainda.
Depois de um tempo minha mãe decidiu me colocar em um psicólogo, devido a episódios de depressão. Foi aí que criei forças e fiz exames pra saber o que eu tinha. E realmente tinha a tal doença. Fiquei desolado por um tempo, e então decidi lutar, quase inutilmente.

Hoje me sinto melhor. Tem semanas que não vou a escola, mas estou tentando. Voltei a fazer aulas de violão e parei a psicóloga pra poder pagar as aulas particulares.
Minha irmã também está um pouco melhor. Não vai a escola e usamos cadeira de rodas pra andar no shopping.
Os médicos disseram que não tem mais opções de remédios, que eles não tem mais o que fazer por ela. Então ela foi indicada para um cirurgião, para tirar a parte do intestino inflamada e colocar uma bolsa de colonostomia, a qual ela poderá viver com ela para sempre. O que não adiantará nada, pois inflamará em outro lugar.
Aí eu fico pensando, o que garotas de dezesseis anos pensaria em andar com uma bolsa com cocô dentro para todos os lugares? Pessoas saudáveis que tem tudo, e absolutamente ingratos.

Para quem ler entender melhor, vou citar alguns sintomas: Cólicas insuportáveis, distensão abdominal, problemas nas costas, diverticulite, afitas que podem nascem em lugares inimagináveis como no fundo da garganta (no momento sinto dor na garganta devido as afitas ao virar a cabeça) vermelhidão nos olhos, perda de músculos, anemia, cansaço, hemorróidas, diarréia, perda de apetite, fístula perianal e muitas outra coisas. Isso foi o que lembrei no momento, coisas que eu e minha irmã tem e tivemos.
Sem dizer que não podemos comer qualquer tipo de salada crua, nem nenhum legumes cru, casas da frutas, feijão, pipoca, lactose, comidas gordurosas, corantes, embutidos, refrigerantes, pimenta, alimentos ácidos e várias outras coisas. Claro, não posso evitar queijos, feijão e um pouquinho de pimenta, e sempre passo mal depois de me deliciar. Já a pipoca tenho um desejo louco, mas da última vez que comi realmente passei mal.
E agora esperamos o que será do futuro. Já saí chorando na rua, gritei, fiz greve de palavras e sorrisos (por pouco tempo, hoje sei o quanto isso é importante) fiz muitas coisas, e ainda estamos aqui, sofrendo para fazer uma coisa que muita gente não gosta, tentar viver.

Sei que ficou longo, foi um desabafo, eu precisava colocar para fora.
Mas além disso, estamos esperando em Deus, pois ele tudo pode.

Minha família linda s2



sábado, 21 de maio de 2011

Momentos...

Boa noite!
 
Acabei de chegar do Habibs, e não pude deixar de postar esse pequeno momento em família.. Nós rimos muito, de tudo, estava ótimo, me diverti muito, nós fomos lá comemorar o niver do meu irmão {www.coisasdepablo.com} de 21 anos. Bom, eu realmente preciso dormir, rsrs. Aí vai uma foto do momento da comilança:



Pablo, Naara e eu..